Domingo, 17 de maio de 2026

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Voltar Banco de Brasília precisa entregar até 31 de março uma saída concreta para os problemas gerados pelas perdas prováveis com os ativos recebidos do Banco Master

O governo do Distrito Federal pediu ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) um empréstimo de R$ 4 bilhões para reforçar o capital do BRB após o rombo provocado pelas operações com o Banco Master. Como garantia, o DF ofereceu os nove imóveis cuja alienação foi autorizada por lei aprovada na Câmara distrital e participações acionárias nas estatais Caesb e CEB, além do BRB. As informações constam de ofício assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e encaminhado ao FGC.

Pelo pedido, o empréstimo teria carência de 1 ano e seis meses e pagamentos semestrais e a remuneração consideraria o CDI mais spreads, observadas as condições definidas pelo FGC.

Pelas regras do BC, o banco precisa entregar até 31 de março, junto com o balanço de 2025, uma saída concreta para os problemas gerados pelas perdas prováveis com os ativos recebidos do Master em substituição aos R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito com suspeita de fraude.

O regulador estimava um buraco de ao menos R$ 5 bilhões no balanço da instituição, enquanto o BRB já prevê uma reserva de recursos (provisionamento) de R$ 8,8 bilhões e a necessidade de aporte de R$ 6,6 bilhões do controlador. Caso contrário, deve ser alvo de sanções do BC.

Como mostrou o colunista Fabio Graner, a ideia é obter um empréstimo que cubra pelo menos metade da necessidade de aporte de capital na instituição brasiliense, estimada entre R$ 6,6 bilhões e R$ 8 bilhões. O valor total do aporte deve ser completado com outras fontes de recursos, desde a formatação de um Fundo de Investimento Financeiro com os imóveis que não estão sendo contestados oferecidos pelo governo do DF, a venda da BRB Financeira.

Como a solução para o aporte de capital ainda não está finalizada, o BRB segue também em tratativas com o Banco Central para adiar o prazo de 31 de março para publicação do balanço do ano passado e o preliminar desse primeiro trimestre. Isso porque, se apresentar os dados que mostram um desenquadramento das regras do BC sem uma solução já definida, o banco pode ter mais dificuldades junto à autoridade monetária.

No ofício, Ibaneis afirma que o pedido de uma linha de suporte financeiro está voltada ao reforço de capital e à preservação de condições adequadas de liquidez. Também menciona que a operação visa a fortalecer a confiança de depositantes, investidores e contrapartes, mitigando riscos de contágio.

“Adicionalmente, a solicitação tem também o escopo de contribuir para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e para a prevenção de crise bancária sistêmica.”

O governo do DF ainda colocou o BRB à disposição para fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas, bem como para atendimento a eventuais comunicações ao Banco Central no âmbito das tratativas.

Ibaneis ainda disse que vai enviar uma série de matérias para o fundo: plano de negócios, plano de capital, diagnóstico de necessidades e medidas internas em curso (capital, funding, liquidez, redução de risco); proposta de garantias e mapa de elegibilidade/ônus de ativos e minuta de cronograma de implementação e governança de monitoramento. (Com informações de O Globo)

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