Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

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Voltar Atlântida vira palco da logística gaúcha: o que significa a Casa de Verão do Setcergs

A inauguração da Casa de Verão do Setcergs, neste sábado em Atlântida, não é apenas mais um evento de temporada. É um gesto político e econômico que traduz a força de um setor que, silenciosamente, sustenta o cotidiano do Rio Grande do Sul: o transporte rodoviário de cargas.

Ao reunir empresários, governo e comunidade em um espaço informal, o sindicato sinaliza que logística deixou de ser tema restrito a gabinetes e planilhas. Tornou-se pauta pública, que precisa ser discutida à beira-mar, no café compartilhado, na conversa despretensiosa. Essa escolha de cenário não é casual: é estratégica.

O governador Eduardo Leite, presente na abertura, reforçou que “tudo gira sobre rodas”. A frase, aparentemente simples, carrega um peso simbólico. No Estado, onde a malha rodoviária é ao mesmo tempo vital e precária, a logística é o fio que conecta competitividade, desenvolvimento e qualidade de vida.

O presidente do Setcergs, Delmar Albarello, foi direto: a Casa de Verão é um ponto de encontro para pensar o futuro da logística. Mais do que um espaço físico, é uma vitrine institucional. Ao ocupar Atlântida, o sindicato amplia sua visibilidade e mostra que o setor não pode ser ignorado — nem pelo poder público, nem pela sociedade.

Os debates previstos até março vão além de duplicações e concessões. Tocam em temas de inovação tecnológica, segurança viária e compliance. São pautas que, se bem conduzidas, podem redefinir a competitividade regional. O transporte de cargas é, afinal, o elo invisível que determina o preço do alimento, a velocidade da entrega, a eficiência da indústria.

Há também um componente social. Ao abrir suas portas para a comunidade, o Setcergs traduz questões técnicas em benefícios palpáveis: estradas melhores, operações mais seguras, turismo mais fluido. A logística deixa de ser jargão empresarial e se torna experiência cotidiana para quem circula pelo litoral.

Nos bastidores, o tom é pragmático. Conversas em pé, café forte, pautas pesadas. Duplicações, concessões, gargalos. A Casa de Verão é, nesse sentido, um laboratório político: espaço para medir forças, alinhar discursos e preparar terreno para decisões que virão.

Atlântida, neste verão, não é apenas praia. É palco de uma disputa silenciosa por eficiência e futuro. A Casa de Verão do Setcergs mostra que logística é mais do que transporte: é política pública, é economia, é cidadania. E, ao trazer esse debate para a areia, o sindicato sinaliza que o caminho para o desenvolvimento passa, inevitavelmente, pela estrada. (por Gisele Flores -Gisele@pampa.com.br)

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