Sexta-feira, 03 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 3 de abril de 2026
Ataques russos deixaram ao menos oito mortos em diversas regiões da Ucrânia nesta sexta-feira (3) em meio a uma mudança de estratégia de Moscou, que passou a dar prioridade a bombardeios diurnos e contra alvos de infraestrutura civil, informaram autoridades locais.
A ofensiva ocorre no momento em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sinalizou a abertura de Kiev para uma trégua durante o feriado de Páscoa, celebrado em 12 de abril nos dois países.
Segundo o governo ucraniano, o Kremlin está alterando sua tática para ampliar o sofrimento da população, focando agora em redes de abastecimento de água e sistemas logísticos, como ferrovias, além das investidas contra a rede elétrica.
Somente na região de Kiev, mísseis e drones atingiram as cidades de Bucha, Fastiv e Obukhiv, resultando em uma morte e diversos feridos. Outras vítimas foram registradas nas regiões de Sumy, Kherson e Kharkiv, onde bombardeios contra prédios residenciais e transporte público agravaram a situação humanitária.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, destacou que o disparo de quase 500 drones e mísseis de cruzeiro durante a noite é a resposta de Moscou às propostas de cessar-fogo. A proposta de trégua foi comunicada ao governo russo por canais diplomáticos dos Estados Unidos, mas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que o governo de Vladimir Putin busca um acordo de paz definitivo em vez de pausas temporárias.
Na guerra, o líder ucraniano avalia que a situação está estabilizada e apresenta o cenário mais favorável para Kiev nos últimos dez meses, com base em relatórios de inteligência britânicos e locais. Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia relatou a interceptação de 192 drones ucranianos durante a noite em seu território e na Crimeia, com registros de ataques que atingiram áreas industriais na região de Leningrado.
O governo ucraniano reforçou que continua buscando garantias de segurança e apoio de longo prazo junto a aliados como os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para enfrentar as pressões militares russas.
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