Quinta-feira, 30 de maio de 2024

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Voltar Ataques ao Supremo: chefe do Ministério Público Federal Paulo Gonet demite funcionário da Procuradoria-Geral da República que compartilhou mensagens golpistas pelo WhatsApp

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, demitiu, ainda na primeira semana deste novo ano, o funcionário do órgão que compartilhou mensagens extremistas e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo aplicativo de mensagens WhatsApp.

A exoneração de Antônio Rios Palhares, publicada no Diário Oficial no dia 2 de janeiro, foi divulgada pelo portal UOL. Palhares foi flagrado pela Polícia Federal em trocas de mensagens de teor antidemocrático com o fundador da Tecnisa, Meyer Nigri, e citado em relatório enviando ao STF. Ele estava lotado na Secretaria de Segurança Institucional da PGR, com um salário de R$ 5,2 mil. Conhecido como Niko Palhares, ele é um ex-automobilista brasileiro, que nos anos 80 e 90 disputou a Fórmula Ford e a Fórmula 3 da Itália.

De acordo com as investigações, Palhares, ao comentar um possível encontro do então presidente Jair Bolsonaro com ministros do Supremo em 2021, afirmou que “apenas uma ação das Forças Armadas poderia enquadrar o STF”. O então funcionário da PGR também compartilhou um vídeo do ministro do Supremo Luiz Fux sobre a reunião, que acabou não acontecendo, e escreveu que “foi só os militares baterem os coturnos mais forte e o presidente do STF Luiz Fux foi pedir ‘penico’ a Bolsonaro”.

“A investigação também identificou a atuação direta de Meyer Nigri na divulgação de conteúdos demonstradamente falsos, os quais, conforme mensagens expostas ao longo do relatório, seriam sequencialmente difundidas por Niko Palhares, servidor comissionado da Procuradoria-Geral da República”, diz o relatório da Polícia Federal.

As mensagens foram encontradas após Nigri ser alvo de um mandado de busca e apreensão por ser integrante de um grupo de empresários que discutia teses extremistas. Palhares também teria tentado intermediar o encontros de Nigri com outros membros da Procuradoria.

Em investigação, a Polícia Federal identificou ao menos 18 mensagens encaminhadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a Nigri, contendo ataques ao Judiciário e informações falsas sobre as urnas eletrônicas e vacinas contra a covid-19. As mensagens, enviados ao longo de 2022, eram repassadas depois a outros empresários.

O empresário também se tornou alvo de uma operação contra suspeitos que defendiam um golpe de Estado em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. Nigri também era conhecido como amigo e apoiador da nomeação de Augusto Aras para procurador-geral da República.

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