Domingo, 23 de junho de 2024

Domingo, 23 de junho de 2024

Voltar Após quase 1 ano preso, hacker brasileiro investigado por invadir redes sociais de políticos é solto na Sérvia

O hacker brasileiro suspeito de invadir dispositivos eletrônicos do prefeito de Araçatuba (SP) e hackear contas de vereadores de Bauru (SP) foi liberado quase um ano depois de ter sido preso preventivamente pela Interpol na Sérvia.

Conforme apurado pela TV TEM, Patrick César da Silva Brito, de 30 anos, passou a ser investigado depois que o e-mail de Dilador Borges (PSDB), prefeito de Araçatuba, foi invadido, em dezembro de 2020.

Na ocasião, as redes sociais da primeira-dama, Deomerce Damasceno, também foram invadidas. Em seguida, a família recebeu mensagens que exigiam R$ 70 mil para que não fossem divulgadas informações falsas que poderiam prejudicar o prefeito.

Durante as investigações, Patrick confessou a invasão das contas e foi preso no dia 23 de dezembro de 2022 em Belgrado, capital da Sérvia. Segundo o advogado de defesa dele, Daniel Madeira, a liberdade é provisória, enquanto aguarda o pedido de asilo para ser julgado pelo Tribunal Superior de Belgrado.

“O pedido de asilo dele está sendo julgado. Como existe uma regra de que ele não pode ficar detido por mais de um ano, ganhou o direito de aguardar o recurso em liberdade. Foram impostas medidas cautelares como recolhimento dos passaportes e proibição de sair do país”, informou Daniel.

O Ministério Público Federal investiga a denúncia de que o hacker teria sido contratado pelo cunhado da prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), para monitorar adversários políticos.

No dia 26 de outubro deste ano, a Comissão de Fiscalização e Justiça da Câmara de Vereadores de Bauru protocolou um pedido de investigação da conduta do então assessor parlamentar do deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (PSD) e cunhado da prefeita, Walmir Braga.

Dentre as possíveis vítimas dos ataques cibernéticos estão o jornalista Nelson Itaberá, a vereadora de Bauru, Estela Almagro (PT), e o vereador Benedito Roberto Meira (União Brasil). O caso está sendo investigado, mas corre em segredo de justiça e Walmir foi exonerado após as denúncias.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário

No Ar: Clube do Ouvinte