Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 19 de junho de 2026
O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nessa sexta-feira (19) que a Polícia Federal (PF) “está no papel dela de investigar” ao comentar a apuração que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga as articulações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com o mundo político.
Em sabatina à BandNews TV, Haddad disse que as investigações devem avançar “doa a quem doer” e que todos os investigados têm o direito de apresentar esclarecimentos às autoridades.
“Se a PF tem dúvida em relação a quem quer que seja, está no papel dela investigar. O próprio senador Jaques Wagner falou isso: se a PF tem dúvida, o ministro do STF [André Mendonça, que é relator do caso e autorizou a operação] fez certo de apurar”, afirmou.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou desde o início das investigações que as instituições responsáveis pelo caso atuassem com independência.
“Desde o começo de toda essa história, Lula chamou Ministério Público, STF, Polícia Federal, Banco Central e Ministério da Fazenda e falou: ‘Eu quero tudo a limpo, doer a quem doer. Não interessa. Quero a limpo, porque estamos diante da maior fraude bancária do Brasil’”, disse.
O ex-ministro também afirmou que a possibilidade de ser investigado não representa uma condenação e pode ser uma oportunidade para que os envolvidos apresentem sua versão dos fatos.
“Quando mais exposição a pessoa tiver, melhor para ela, se estiver segura dos seus atos, e se colocar à disposição das autoridades. Isso é o correto. No final do processo, quem errou tem que ser punido; quem se explicou é absolvido, nem é processado”, declarou.
Haddad ainda citou outros nomes mencionados na investigação, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL), e defendeu que qualquer pessoa sob suspeita tenha a oportunidade de prestar esclarecimentos.
Operação
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro relacionado ao Banco Master. A investigação apura a relação do senador com o ex-banqueiro Augusto Lima, apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco.
Segundo a PF, Wagner teria recebido vantagens indevidas em troca de atuação política em favor de interesses do grupo financeiro. Entre os fatos investigados estão a suposta aquisição de um imóvel de luxo em Salvador, ingressos para shows da cantora Taylor Swift em Los Angeles (EUA), repasses financeiros e viagens ao exterior. O senador nega irregularidades.
Em entrevista à BandNews, Jaques Wagner afirmou não ter relação com Daniel Vorcaro e disse que os US$ 49 mil apreendidos pela PF em um endereço ligado a ele têm origem em diárias recebidas do Senado para viagens internacionais. (Com informações do portal de notícias g1)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.