Sábado, 02 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 29 de abril de 2026
O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nessa quarta-feira (29) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano.
O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no País ficou em 9,33%.
A liderança do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,67%. O México aparece na terceira posição, com juros reais de 5,09%.
Em relatório, o MoneYou afirmou que o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre os preços globais mudou a dinâmica das projeções de inflação. Com isso, o cenário reconfigurou diversas posições no ranking, consolidando o Brasil na segunda colocação.
A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, caiu para a 39ª posição do ranking, com juro real de -1,15% – refletindo, em parte, a dificuldade do país em conter a inflação.
– Veja a seguir os principais resultados da lista de 40 países:
* Rússia (9,67%)
* Brasil (9,33%)
* México (5,09%)
* África do Sul (4,62%)
* Indonésia (3,31%)
* Hungria (3,02%)
* Colômbia (2,63%)
* Polônia (2,61%)
* República Tcheca (2,20%)
* Índia (2,19%)
* Israel (2,09%)
* Chile (2,03%)
* Austrália (1,62%)
* Coréia do Sul (1,35%)
* China (1,29%)
* Tailândia (1,21%)
* Malásia (1,18%)
* Reino Unido (1,16%)
* Bélgica (1,07%)
* Estados Unidos (0,97%)
* Hong Kong (0,94%)
* França (0,84%)
* Cingapura (0,82%)
* Turquia (0,76%)
* Itália (0,75%)
* Suécia (0,74%)
* Canadá (0,68%)
* Grécia (0,44%)
* Espanha (0,37%)
* Alemanha (0,37%)
* Dinamarca (0,31%)
* Portugal (0,21%)
* Holanda (0,11%)
* Nova Zelândia (0,10%)
* Filipinas (0,09%)
* Áustria (0,03%)
* Taiwan (-0,15%)
* Suíça (-0,21%)
* Argentina (-1,15%)
* Japão (-1,56%)
Queda
Nessa quarta, o Copom anunciou a redução da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. Trata-se do segundo corte consecutivo.
O movimento ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que tem gerado pressão inflacionária ao redor do mundo.
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