Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar Anvisa alerta sobre novos casos de falsificação de Botox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta aos profissionais de saúde e população nesta quarta-feira (5) sobre a identificação de novos casos de adulteração e falsificação de validade do medicamento Botox  100U (toxina botulínica A), lote C6835C3.

A área de portos, aeroportos e fronteiras da Agência interceptou remessas internacionais do produto que apresentaram falsa descrição de conteúdo e que continham frascos em embalagens no idioma turco, com prazos de validade 10/2024 (frasco) e 12/2024 (embalagem secundária).

A empresa detentora do registro do medicamento Botox, Allergan Produtos Farmacêuticos Ltda., confirmou à Anvisa que o lote original C6835C3 tem o prazo de validade de 12/2023 e foi comercializado somente na Turquia, não tendo sido importado ao Brasil pelos meios oficiais.

A Anvisa determinou a apreensão e proibição de comercialização, distribuição e uso do lote referido e pediu aos profissionais da saúde e pacientes que identificarem os produtos falsificados, notificarem a agência por meio de seus canais de atendimento, além de não fazer o uso do medicamento.

Alívio da depressão

A toxina botulínica, conhecida como botox, é uma injeção utilizada para amenizar rugas e linhas de expressão. Porém, pesquisadores da Escola de Medicina de Hannover (MHH), na Alemanha, parecem ter achado outra utilidade para o produto: eles sugerem que quando a substância é aplicada na testa, ela ajudaria a controlar problemas relacionados à saúde mental, como depressão e ansiedade. O estudo foi publicado na revista Scientific Reports.

A pesquisa foi realizada utilizando ressonâncias magnéticas. A partir das imagens captadas, os médicos observaram os efeitos da toxina botulínica nos neurônios de pacientes com depressão e transtorno de personalidade borderline, caracterizado por oscilações extremas de humor.

De acordo com os cientistas, a aplicação do produto influencia no funcionamento da amígdala cerebral, grupo de células com formato de amêndoa localizado no lobo temporal do cérebro. É nessa região que os medos são formados e processados.

A relação entre as expressões faciais e o estado psicológico é explicada pela ciência por meio da “teoria do feedback facial”: segundo ela, aquilo que sentimos se reflete imediatamente no rosto. A hipótese dos pesquisadores é que, ao paralisar o ciclo de feedback entre os músculos da testa e o cérebro, o botox seria capaz de alterar a resposta emocional.

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