Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Voltar Ambientalistas aprovam fala de Lula na ONU, mas defesa de petróleo é contraditória

O movimento ambientalista brasileiro elogiou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), mas aponta a contradição do País que quer liderar a agenda verde ao mesmo tempo em que pretende abrir novas frentes de extração de petróleo.

Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede com 95 organizações, o roteiro de Lula na plenária da ONU foi o esperado. “Foi na batida do que vem repetindo, falando de desmatamento, Cúpula da Amazônia, desigualdade, e está ótimo. O governo está entregando”.

A novidade ficou fora do púlpito, lembra Astrini, mencionando o pacote de transição ecológica e os encontros em Nova York do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, e de Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança Climática. Eles foram à Bolsa de Nova York e lançaram títulos verdes da dívida pública brasileira para promover ações socioambientais e climáticas.

“O governo está entregando, mas tem contradições como a agenda do petróleo. Não dá para ter as duas coisas, ter uma agenda de petróleo tão incisiva com membros do governo dizendo que a última gota de petróleo será extraída pelo Brasil e ser líder da agenda verde”, diz Astrini. “Vai ter que resolver essa contradição”.

“O discurso do presidente Lula na ONU abordou temas importantes da agenda climática, como o entrelaçamento entre a desigualdade e a crise climática, reforçando a necessidade de uma economia descarbonizada e pautada na redução de desigualdades sociais”, disse Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil.

“Em discurso voltado para a agenda global e as grandes questões da humanidade, Lula direcionou nosso olhar de forma mais contundente para a justiça climática e suas implicações. Merece também destaque a menção às soluções climáticas que estão sendo construídas no Sul Global pelos países amazônicos, da bacia do Congo e pela Indonésia, onde estão as grandes florestas tropicais do planeta”, continuou Voivodic.

A Avaaz celebrou o fato de o governo cobrar a promessa dos países ricos, de US$ 100 bilhões ao ano, a partir de 2020, para o mundo em desenvolvimento enfrentar a crise climática. A promessa ainda não foi cumprida.

“Mas se o presidente Lula quer ser um líder global, tem de começar pela Amazônia, colocando a justiça climática no centro das suas políticas. Deve impedir a exploração de petróleo na Amazônia e desenvolver um plano de transição para a economia brasileira que deixe de utilizar a floresta como um recurso a ser pilhado para obter lucro”, disse em nota Diego Casaes, diretor de campanha da Avaaz, responsável pela campanha da Amazônia.

Voltar Ambientalistas aprovam fala de Lula na ONU, mas defesa de petróleo é contraditória

O movimento ambientalista brasileiro elogiou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), mas aponta a contradição do País que quer liderar a agenda verde ao mesmo tempo em que pretende abrir novas frentes de extração de petróleo.

Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede com 95 organizações, o roteiro de Lula na plenária da ONU foi o esperado. “Foi na batida do que vem repetindo, falando de desmatamento, Cúpula da Amazônia, desigualdade, e está ótimo. O governo está entregando”.

A novidade ficou fora do púlpito, lembra Astrini, mencionando o pacote de transição ecológica e os encontros em Nova York do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, e de Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança Climática. Eles foram à Bolsa de Nova York e lançaram títulos verdes da dívida pública brasileira para promover ações socioambientais e climáticas.

“O governo está entregando, mas tem contradições como a agenda do petróleo. Não dá para ter as duas coisas, ter uma agenda de petróleo tão incisiva com membros do governo dizendo que a última gota de petróleo será extraída pelo Brasil e ser líder da agenda verde”, diz Astrini. “Vai ter que resolver essa contradição”.

“O discurso do presidente Lula na ONU abordou temas importantes da agenda climática, como o entrelaçamento entre a desigualdade e a crise climática, reforçando a necessidade de uma economia descarbonizada e pautada na redução de desigualdades sociais”, disse Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil.

“Em discurso voltado para a agenda global e as grandes questões da humanidade, Lula direcionou nosso olhar de forma mais contundente para a justiça climática e suas implicações. Merece também destaque a menção às soluções climáticas que estão sendo construídas no Sul Global pelos países amazônicos, da bacia do Congo e pela Indonésia, onde estão as grandes florestas tropicais do planeta”, continuou Voivodic.

A Avaaz celebrou o fato de o governo cobrar a promessa dos países ricos, de US$ 100 bilhões ao ano, a partir de 2020, para o mundo em desenvolvimento enfrentar a crise climática. A promessa ainda não foi cumprida.

“Mas se o presidente Lula quer ser um líder global, tem de começar pela Amazônia, colocando a justiça climática no centro das suas políticas. Deve impedir a exploração de petróleo na Amazônia e desenvolver um plano de transição para a economia brasileira que deixe de utilizar a floresta como um recurso a ser pilhado para obter lucro”, disse em nota Diego Casaes, diretor de campanha da Avaaz, responsável pela campanha da Amazônia.

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