Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

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Voltar Aliados de Flávio Bolsonaro temem fator Trump na reta final do 1º turno

Ainda em estado de alerta com o avanço das investigações em torno do caso “Dark Horse”, aliados mais pragmáticos do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, passaram a nutrir mais uma preocupação nos últimos dias: que o presidente Donald Trump venha a tomar alguma medida contra o Brasil na reta final do primeiro turno, que ocorre no próximo dia 4.

“O ideal seria que o Trump ficasse quietinho até o fim das eleições”, afirmou um integrante do núcleo duro da campanha de Flávio.

O cálculo da campanha de Flávio é que, por ora, o candidato do PL pode surfar politicamente na crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente por causa da associação entre o governo Lula e o ministro Alexandre de Moraes, que está no centro das discussões sobre a abertura de uma investigação para apurar seus vínculos com Daniel Vorcaro.

Mas, se Trump voltar a agir contra autoridades brasileiras, como já fez em julho do ano passado, aplicando sanções a Moraes e a ministros de Lula, esse jogo pode virar.

A possibilidade de administração Trump voltar a aplicar sanções contra integrantes do Supremo tem sido aventada por bolsonaristas e chegou a ser comentada pelo ministro Flávio Dino durante a sessão de terça-feira (15), ao ler reportagem publicada na véspera pelo UOL que afirmava que novas sanções contra os magistrados podem surgir a “qualquer momento”.

“Isto aqui é o tribunal supremo de um país soberano e, portanto, esse ambiente de pressão ilegítima deve constituir alvo da indignação não do tribunal, mas de todos os brasileiros”, disse ele ecoando o discurso de Lula, responsável pela sua indicação à Corte em 2023.

Conforme informou o Metrópoles, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo estão participando de uma série de reuniões com integrantes do governo Trump, numa ofensiva para que a Casa Branca retome a aplicação de sanções contra Moraes.

Negativa

Flávio Bolsonaro negou que a oposição brasileira receba ajuda do governo dos Estados Unidos, ao ser questionado sobre a revelação de que a gestão Donald Trump apresentou ao governo Lula uma exigência relacionada à participação de “dissidentes políticos” nas eleições deste ano.

Como revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pelo Globo, o governo Lula rejeitou incluir nas negociações sobre o tarifaço a exigência apresentada pelos Estados Unidos para que o Brasil se comprometesse a realizar eleições presidenciais “livres e justas” e a não deter, prender ou limitar “arbitrariamente” a participação de “dissidentes políticos” no processo eleitoral. (Com informações de O Globo, O Estado de S. Paulo e portal Metrópoles)

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