Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Voltar Alexandre de Moraes mantém prisão do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e nega visita de Flávio Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve Anderson Torres preso no batalhão da Polícia Militar, em Brasília, por não ver necessidade de transferência do ex-ministro da Justiça para o hospital penitenciário. No entanto, o ministro negou a visita dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Marcos do Val (Podemos-ES), por entender que há uma “conexão” entre investigações envolvendo ambos e o ex-ministro.

Embora tenha negado o acesso dos dois parlamentares a Torres, Moraes autorizou que outros 38 senadores possam vê-lo no 19º Batalhão de Polícia Militar, desde que se dividam em grupos de cinco. As visitas poderão ocorrer seguindo determinados critérios estabelecidos por Moraes, como vedação de qualquer acompanhante, assessor, segurança, imprensa e familiares do preso, além da restrição de ingresso de celulares, máquinas fotográficas, gravadores, computadores ou qualquer outro equipamento eletrônico.

Os senadores também não podem entrar no batalhão com mensagens dirigidas ao custodiado, de qualquer espécie. Por fim, os parlamentares estão proibidos de levar mensagens do ex-ministro a terceiros.

Pedidos de visitas

Além de Flávio Bolsonaro e Marcos do Val, solicitaram a visita os senadores Sergio Moro (União Brasil-PR), Ciro Nogueira (PP-PI), Rogério Marinho (PL-RN) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Também há membros de partidos da base, como Chico Rodrigues (PSB-RR).

Em ofício encaminhado ao ministro do STF, a defesa de Torres afirmou que o encontro com os parlamentares pode ajudá-lo com a “profunda depressão” que ele vem passando. Na petição, os advogados dizem que, “em um primeiro momento”, foram contrários a visitas de políticos, “seja para evitar eventual politização do caso, seja em função do seu delicado estado de saúde”.

Entretanto, afirmaram que “o ato de solidariedade” demonstrado pelos parlamentares “talvez contribua para sua convalescença”, “especialmente em uma conjuntura na qual o requerente sofre de profunda depressão”.

Na terça, a Polícia Militar do Distrito Federal informou ao Supremo que o Batalhão de Aviação Operacional da PM-DF, localizado no Guará, tem atendido de “maneira adequada” o ex-ministro da Justiça. A PM disse também que não considerava necessária a transferência para hospital penitenciário”, mas reitera “que o caso exige acompanhamento frequente.

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