Quinta-feira, 25 de junho de 2026

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Voltar “Alerta extremo” da Defesa Civil é o aviso mais grave do sistema e já foi usado em outras situações de risco

Um alerta sonoro classificado como extremo da Defesa Civil foi enviado a celulares de moradores de diversas cidades do Brasil na madrugada de sábado (20). As mensagens traziam a palavra “misantropia”, ou variações dela, e não estavam relacionadas a nenhuma situação real de risco. Em alguns locais, porém, o aviso mencionava um suposto “ataque alienígena”.

A notificação faz parte da categoria “Alerta Extremo”, o nível mais grave do sistema. Ela é utilizada quando a Defesa Civil identifica ameaças com risco iminente à vida, exigindo que a população busque proteção imediatamente.

Essa não é a primeira vez que a categoria é acionada. A Anatel mantém um portal que permite acompanhar os alertas mais recentes enviados pelo sistema.

Dados da agência regulatória mostram que essa mesma classificação foi usada ao longo de 2025 em várias regiões do Brasil para alertas de alagamentos, tempestades com raios, deslizamentos de terra, queda de granizo, inundações e vendavais.

Além do alerta extremo, o sistema conta com o “Alerta Severo”, uma classificação de menor urgência. Nesses casos, a população tem mais tempo para adotar medidas de proteção, segundo a Defesa Civil.

Até as 14h43 do sábado, 2.507 alertas haviam sido emitidos pelas Defesas Civis desde o início do programa. Desse total, 227 foram classificados como “extremos” e cerca de 2,28 mil como “severos”, segundo a Anatel.

Como agem os dois tipos de alertas emitidos pela Defesa Civil:

– Alerta severo: além do texto, emite um “beep” no smartphone, mas só toca se o aparelho não estiver no modo silencioso.
– Alerta extremo: aciona um sinal sonoro semelhante a uma sirene, além da mensagem em texto. O som é ativado mesmo se o celular estiver no modo silencioso.

Fora do ar

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma usada para o envio dos alertas foi retirada do ar logo após sofrer uma invasão. Segundo o órgão, o disparo foi feito remotamente por alguém sem autorização e pode ter sido resultado de um ataque hacker.

“A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”, disse em nota.

O episódio foi relatado por moradores de cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande. (Com informações do g1)

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