Domingo, 03 de julho de 2022

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Voltar Aécio Neves diz que MDB foi “sócio do PT” e prega candidatura própria do PSDB à Presidência da República

Desafeto do ex-governador João Doria, o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) disse que o PSDB não deve fechar “aliança automática” com a senadora Simone Tebet (MS) para a eleição presidencial. Aécio já reclamou mais de uma vez que o MDB foi “sócio dos equívocos do PT”. Nos bastidores, tucanos avaliam que a estratégia tem como objetivo abrir caminho para o apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última quarta (18), os presidentes do PSDB, Bruno Araújo; do MDB, Baleia Rossi, e do Cidadania, Roberto Freire, decidiram indicar Simone como candidata da terceira via à sucessão de Bolsonaro. A escolha ainda terá de passar pelo crivo das Executivas nacionais dos três partidos, na próxima terça-feira (24).

Ex-presidente do PSDB, Aécio diz, porém, que os tucanos devem apresentar candidatura própria à Presidência para ser alternativa a Bolsonaro e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde que não seja a de Doria. Um importante integrante do diretório nacional do PSDB, que preferiu não ser identificado, avalia que a tentativa do mineiro de barrar uma aliança com o MDB é “uma evidente ajuda a Bolsonaro” e que, ao impedir a união dos dois partidos, “algum tipo de serviço está sendo prestado” à reeleição do atual presidente.

Ao falar do MDB, Aécio não economiza nas críticas à parceria que o partido já teve com o PT. “Na nova matriz econômica, que levou o Brasil a três anos consecutivos de recessão, na ocupação desenfreada do Estado por um grupo político, na equivocada política externa que fez o Brasil ser conduzido por um arcaico bolivarianismo, representado por Hugo Chávez e Maduro, em todos esses equívocos, o MDB esteve lá”, declarou.

Apesar disso, o PT atraiu uma parcela da velha guarda tucana. O ex-senador Aloysio Nunes, que foi vice de Aécio na eleição presidencial de 2014, já declarou voto em Lula. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também já disse que votaria em Lula caso aconteça um segundo turno entre o petista e Bolsonaro.

Para evitar uma aliança com o MDB, o principal argumento citado pelo mineiro é que a senadora Simone Tebet, pré-candidata presidencial, pode ser rifada pela própria legenda na convenção partidária. Aécio tem reclamado, em conversas reservadas, que não quer ficar a reboque do que vão decidir caciques do outro partido.

Uma ala do PSDB ainda tenta fazer com que o senador Tasso Jereissati (CE) ou o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite possam ser candidatos do partido.

De acordo com a avaliação de um membro da Executiva, que até pouco tempo apoiava Doria, existem três tipos de candidatos a presidente para os candidatos a governador: o que atrapalha, o que ajuda e o que não ajuda e nem atrapalha. A avaliação geral é que Doria, pela rejeição que acumulou, atrapalha. A ideia é buscar um outro tucano que seja neutro e não dificulte os acertos regionais da legenda.

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