Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 10 de fevereiro de 2026
Integrante da equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, o economista e advogado Adolfo Sachsida afirmou que o laudo elaborado pela Polícia Federal (PF) não se posiciona de forma contrária ao pedido de substituição do regime de prisão atual por prisão domiciliar. A manifestação foi feita por meio de publicação na rede social X, após a divulgação do parecer técnico sobre o estado de saúde do ex-presidente.
Segundo Sachsida, o documento reconhece que Bolsonaro apresenta um quadro clínico considerado grave, com riscos concretos à vida, incluindo a possibilidade de óbito. Para o advogado, esse ponto reforça a tese da defesa de que o atual regime de custódia é incompatível com as condições de saúde do ex-presidente.
O defensor também destaca que o laudo aponta não haver necessidade de cuidados hospitalares contínuos, o que, segundo ele, não contraria o pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa, afirma Sachsida, não solicitou a internação hospitalar de Bolsonaro, mas sim a possibilidade de acompanhamento médico permanente em regime domiciliar.
De acordo com a argumentação apresentada, o próprio laudo da PF reconhece a necessidade de cuidados médicos contínuos, ainda que fora de ambiente hospitalar. Para a defesa, esse entendimento reforça a incompatibilidade do estado de saúde do ex-presidente com o regime de prisão atualmente imposto.
Na publicação, Sachsida afirma que, diante do diagnóstico e dos riscos apontados no parecer técnico, espera que as autoridades responsáveis compreendam a gravidade do caso e autorizem, com urgência, a transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. O advogado integra formalmente a equipe de defesa do ex-presidente desde janeiro deste ano.
A linha de argumentação exposta na rede social é a mesma adotada em nota divulgada pela defesa na última sexta-feira (6), quando se tornou público o teor do laudo elaborado pela Polícia Federal e encaminhado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.
No documento, a PF avalia que Jair Bolsonaro possui doenças crônicas que estão sob controle clínico e que, desde que os cuidados médicos sejam mantidos, não há indicação para transferência imediata para uma unidade hospitalar. O parecer, no entanto, reconhece a gravidade do quadro e a necessidade de acompanhamento regular.
Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, localizado no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Antes disso, ele estava detido na Superintendência da Polícia Federal. A prisão do ex-presidente ocorre no âmbito de investigações em curso no Supremo Tribunal Federal, e ele permanece sob custódia desde novembro de 2025.
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