Quinta-feira, 12 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 11 de março de 2026
O Grêmio avalia uma possível mudança no alinhamento institucional dentro do cenário de organização das ligas do futebol brasileiro. Nos bastidores, dirigentes do clube discutem a hipótese de deixar o grupo da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e buscar aproximação com a Futebol Forte União (FFU).
A direção pretende levar o assunto para análise do Conselho Deliberativo em uma reunião que ainda será marcada. O encontro chegou a ser cogitado para ocorrer na metade deste mês, mas acabou retirado da programação oficial.
A discussão ocorre em meio às articulações que envolvem o futuro modelo de ligas no País. Atualmente, a FFU reúne diversos clubes e já conta com a participação do Inter, o maior rival gremista. Caso o movimento avance, representaria uma mudança relevante no posicionamento político do clube nas negociações comerciais que estruturam o futebol brasileiro.
Entre os integrantes da FFU estão equipes tradicionais como Cruzeiro, Fluminense, Vasco, Botafogo, Fortaleza e Athletico-PR. O grupo também reúne clubes de diferentes divisões do futebol nacional, ampliando a abrangência das tratativas relacionadas a contratos comerciais e aos direitos de transmissão.
Resistência
A simples possibilidade de entrada do Grêmio no bloco, mesmo sem confirmação oficial, já provocou manifestações dentro da própria organização. Alguns clubes passaram a questionar como deve ocorrer o processo de admissão de novos integrantes e quais critérios precisam ser adotados para ampliar o grupo.
O Goiás foi o primeiro a demonstrar resistência. O clube esmeraldino enviou uma notificação extrajudicial defendendo que qualquer novo participante seja aprovado somente após uma discussão formal entre os atuais membros da entidade. A intenção é garantir que decisões dessa natureza sejam tomadas de forma coletiva.
O CSA adotou uma postura diferente diante do tema. Enquanto o Goiás buscou tratar o assunto fora da esfera judicial, o clube alagoano decidiu recorrer à Justiça para assegurar o direito de participar das discussões sobre a eventual entrada de novos times. O ponto central da preocupação envolve o modelo de divisão das receitas dentro da liga.
Segundo representantes do CSA, o aumento no número de participantes poderia reduzir a parcela financeira destinada às equipes com menor capacidade de investimento. Dessa forma, o debate não se limita às disputas políticas dentro da organização, mas também envolve possíveis impactos econômicos para os clubes.
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