Terça-feira, 17 de março de 2026

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Voltar 87,9% das mulheres em fase climatérica apresentam sintomas que impactam a rotina

A ausência de respostas estruturadas para acolher as mulheres no climatério tem um impacto em grande medida invisível nas estatísticas econômicas das empresas no Brasil. É o que aponta estudo “A Força Invisível da Economia: Mulheres na Menopausa e o Futuro do Trabalho no Brasil”, conduzido pelo Instituto Esfera de Estudos e Inovação.

Segundo o levantamento, 29 milhões de mulheres no país estão em fase climatérica ou pós-menopausa, com base no Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Desse total, 63% são economicamente ativas e 33% respondem como principais provedoras de renda familiar. De acordo com o estudo, a prevalência de sintomas atinge 87,9% dessa população.

“No Brasil, a menopausa é tratada como questão privada, quando é um tema de política pública de enorme relevância e com impacto econômico mensurável. Ignorar a situação significa desperdiçar capital humano qualificado e experiente”, afirma Camila Funaro Camargo Dantas, CEO do Instituto Esfera de Estudos e Inovação e da Esfera Brasil.

A pesquisa foi conduzida por Clarita Costa Maia, doutora em Direito pela USP e pesquisadora em relações internacionais e regulação, e Fabiane Berta, médica, pesquisadora em climatério na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e integrante da International Menopause Society.

Pelo estimativa apresentada por elas, 1,9 milhão de brasileiras por ano perdem dias de trabalho em razão de sintomas climatéricos.

Para mudar o cenário atual, a pesquisa sugere uma formulação de política nacional conjunta pública e privada.

Na primeira frente, por exemplo, indica incorporar protocolo específico para climatério no SUS (Sistema Único de Saúde) e criar um registro nacional da menopausa, com coleta sistemática de dados clínicos, sociodemográficos e regionais.

Na frente privada, entre outras, adotar adaptações de ambiente nos locais de trabalho, como controle térmico, implementar medidas como teletrabalho, horários flexíveis e licença médica específica quando necessário. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

 

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