Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 20 de outubro de 2022
Dados da pesquisa Datafolha mais recente divulgados nesta quinta-feira (20) apontam que 79% dos brasileiros avaliam que a democracia é a melhor forma de governo. O atual apoio à democracia é o maior da série histórica, iniciada em 1989.
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Para 11% dos entrevistados, tanto faz democracia ou ditadura. E, para 5%, em certas circunstâncias uma ditadura é melhor que um regime democrático. Uma parcela de 5% não opinou.
As taxas de apoiadores à ditadura e de indiferentes também são as mais baixas da série histórica. O maior valor de apoio à democracia havia sido registrado anteriormente em agosto deste ano, quando bateu os mesmos 75% de junho de 2020.
Em comparação a outubro de 2018, o apoio à democracia cresceu dez pontos percentuais (era 69%), enquanto a taxa de apoiadores à ditadura caiu sete pontos percentuais (era 12%).
Entre os eleitores de Lula, 78% apoiam a democracia, 13% são indiferentes e 3% dizem apoiar a ditadura em certas circunstâncias. Já entre os eleitores de Bolsonaro, 80% apoiam a democracia, 9% são indiferentes e 7% apoiam a ditadura em certas circunstâncias.
O levantamento também aponta que Lula tem 49% das intenções de voto no segundo turno, e Bolsonaro tem 45%.
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Apoio à democracia cresce com renda e escolaridade
O percentual dos que avaliam que a democracia é a melhor forma de governo cresce de acordo com a escolaridade e a renda do eleitor.
Consideram que a democracia é a melhor forma de governo por escolaridade:
Fundamental: 62%
Médio: 82%
Superior: 92%
Consideram que a democracia é a melhor forma de governo, por renda:
Até 2 salários mínimos: 72%
Mais de 2 a 5 salários mínimos: 86%
Mais de 5 a 10 salários mínimos: 89%
Mais de 10 salários mínimos: 93%
O percentual dos que dizem apoiar a democracia é maior entre funcionários públicos (91%) e estudantes (91%). E menor entre os desempregados (69%) e trabalhadores sem carteira assinada (73%).
O Datafolha entrevistou 2.912 pessoas, em 181 municípios, entre os dias 17 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07340/2022.
Preferência política
Dados da pesquisa Datafolha mais recente, divulgados nesta quinta-feira (20), apontam que 30% dos eleitores brasileiros avaliam os locais públicos como os mais perigosos para expressar preferência política ou de voto.
O instituto apresentou sete situações e perguntou em quais os entrevistados avaliam que poderiam ter algum tipo de problema ao manifestar sua preferência. Depois dos locais públicos (30%), o local de trabalho foi o mais citado (25%), seguido por conversas com a família (24%).
Também foram citados: conversa com amigos ou colegas (20%), na igreja ou culto (18%), escola ou faculdade (12%), e respondendo pesquisas de opinião (2%).
Para 13%, a manifestação pública do voto ou da preferência política nessas situações não traz nenhum tipo de problema (entre os que têm 60 anos ou mais o índice sobe para 25%). Outros 3% não opinaram.
Na pesquisa anterior, realizada em setembro, 34% citaram locais públicos, 26% local de trabalho, 21% conversas com a família, 21% conversa com amigos e colegas, 16% igreja ou culto, 9% escola ou faculdade, e 1% respondendo pesquisa de opinião. O valor dos que não acham que traz problema era 14%, e os que não opinaram também foram 3%.
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